Benlysta: Planos de saúde devem fornecer o medicamento

Com a inclusão do medicamento no Rol da ANS, a cobertura pelos planos de saúde passou a ser obrigatória.

O Belimumabe (Benlysta) é um medicamento biológico de última geração, fundamental para o controle do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Por ser um tratamento de alta complexidade, muitos pacientes ainda enfrentam barreiras injustificadas para obter o fármaco junto às operadoras de saúde.

Desde a recente atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, a cobertura deste medicamento tornou-se obrigatória. Ainda assim, as barreiras burocráticas persistem.

Por isso, entenda abaixo como garantir o seu direito ao tratamento.

QUANTO CUSTA O BENLYSTA (BELIMUMABE)?

A maior preocupação de quem recebe a prescrição é o alto valor financeiro. Como se trata de um medicamento de alto custo, a compra particular é inviável para a maioria das famílias brasileiras. Nesse cenário, o custeio pela operadora é a única saída.

Em março de 2026, os valores médios de mercado são:

  • Benlysta 120mg: entre R$ 1.100,00 e R$ 1.400,00.
  • Benlysta 400mg: entre R$ 3.200,00 e R$ 4.300,00.
  • Aplicações subcutâneas: o custo mensal pode ultrapassar R$ 7.000,00, dependendo da dosagem.

Considerando que o tratamento é contínuo, o custo anual pode superar facilmente os R$ 50.000,00, o que reforça o dever de custeio pela operadora de saúde.

O BELIMUMABE NO ROL DA ANS

Desde novembro de 2025, o Belimumabe integra o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Isso significa que a cobertura passa a ser automática e obrigatória por parte de todos os planos de saúde, desde que haja indicação médica fundamentada.

Mesmo assim, as operadoras negam o fornecimento alegando que o paciente não preenche requisitos técnicos. No entanto, a Justiça frequentemente anula essas negativas por considerá-las abusivas.

POR QUE OS PLANOS DE SAÚDE NEGAM O BENLYSTA?

Mesmo com o medicamento listado no Rol, as operadoras frequentemente utilizam barreiras administrativas para evitar o custeio. As negativas mais comuns em 2026 são:

  • Descumprimento da DUT: Alegação de que o quadro clínico não é idêntico ao previsto no Rol.
  • Uso Domiciliar: Argumento de que o medicamento não precisa ser aplicado em ambiente hospitalar (o que, por si só, não exclui a obrigatoriedade de cobertura).

Em ambos os casos, é possível encontrar decisões favoráveis na Justiça, determinando a cobertura integral do tratamento.

COMO GARANTIR SEU DIREITO AO MEDICAMENTO BENLYSTA

Se você enfrenta demora ou negativa, o caminho mais seguro é o jurídico. Para isso, siga estes passos:

  • Exija a Negativa por Escrito: O plano é obrigado por lei a fornecer o motivo detalhado da recusa.
  • Relatório Médico Detalhado: Peça ao seu especialista um laudo que explique a urgência do controle do Lúpus e os riscos de danos irreversíveis (como insuficiência renal) caso o Belimumabe não seja iniciado.
  • Busque um Especialista: Com esses documentos, é possível ingressar com uma ação judicial com pedido de liminar. Devido à natureza urgente do tratamento de Lúpus, o Judiciário costuma analisar e decidir sobre o fornecimento em poucos dias.

CONCLUSÃO

A negativa de fornecimento do Belimumabe (Benlysta) fere o direito à saúde e o Código de Defesa do Consumidor. Se existe prescrição médica fundamentada, a operadora deve custear integralmente o medicamento, independentemente de limitações administrativas do Rol da ANS.

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